Cidades

Tio-avô vira réu após MPAL pedir Júri Popular por estupro e morte de Peterson, de 6 anos

Câmeras de segurança, depoimentos e laudos periciais embasam denúncia contra familiar preso em Rio Largo

Por Tribuna Hoje com assessoria MPE/AL 22/07/2026 14h02
Tio-avô vira réu após MPAL pedir Júri Popular por estupro e morte de Peterson, de 6 anos
Ministério Público de Alagoas - Foto: Edilson Omena

Preso na Estação Utinga, em Rio Largo, o tio-avô de Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de 6 anos, responde à denúncia do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado. O homem acabou detido por policiais na manhã de terça-feira, 7 de julho, após o corpo do menino ser encontrado na noite anterior em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, em Maceió.

Segundo as investigações, o pai da criança deixou o menino na casa da mãe. Como ela trabalhava no momento da entrega, o familiar materno assumiu os cuidados do menino. Ao retornar do trabalho, a mãe não localizou o filho nem o parente, registro de desaparecimento efetuado na Polícia Civil na sequência. O corpo da vítima foi localizado por volta das 21h30 do dia 6 de julho.

Câmeras de segurança registraram o momento em que a criança entrou no terreno acompanhada do homem e, posteriormente, a saída do acusado sozinho do local. O material audiovisual integra o conjunto de provas reunido pelos promotores de Justiça Lucas Sachsida e Dalva Tenório, da 59ª e 60ª Promotorias de Justiça da capital.

A perícia médico-legal determinou que a morte da criança ocorreu por asfixia mecânica por sufocamento, causados por obstrução das vias aéreas superiores mediante tapamento da boca e do nariz. Os peritos também recolheram vestígios biológicos e constataram lesões no corpo da vítima.

Homem foi localizado em Rio Largo e levado para a DHPP; celular dele foi encontrado ao lado do corpo da criança, segundo a polícia


Pedidos de exame genético e julgamento por Tribunal do Júri

Com base nos laudos e elementos da investigação, o MPAL solicitou à Justiça:

Confronto genético
: Coleta de material biológico do acusado para comparação com os vestígios colhidos na vítima.

Julgamento popular
: Pronúncia do réu para envio do caso ao Tribunal do Júri.

Reparação de danos
: Fixação de valor mínimo de indenização por danos materiais e morais à família da vítima.

A acusação sustenta a prática de homicídio qualificado para assegurar a ocultação do crime sexual e mediante recurso que dificultou a defesa da criança. O acusado segue à disposição do Poder Judiciário.